Santo Agostinho e a Cidade de Deus

Santo Agostinho e a Cidade de Deus
Santo Agostinho e a Cidade de Deus

Santo Agostinho e a Cidade de Deus

Série Sacratu // Acrílico e Óleo sobre tela 80x60cm

Goulart – 2016

O mundo não foi feito no tempo, mas sim com o tempo.

Santo Agostinho (354-430)

Depois da primeira fase o quadro foi concluido introduzindo no topo a palavra Deus em hebraico (Yahvéh = Jeová). Na torre inscrevi, como luzes, os 4 primeiros números primos como símbolos da matéria para a construção de qualquer entidade (qualquer número pode ser decomposto no produto de números primos – factorização). A simbologia da construção dos números (mundo das ideias) e as luzes são uma homenagem a Platão. Deus, para Platão é o Bem e a Acção: o artíficie do Mundo.

A zona esquerda do quadro, com tons mais quentes sugere a ascenção e o Bem. À direita a queda e o Mal, com cores mais frias. As quentes são em maior área de acordo com a ideia de Santo Agostinho que o Mal é sempre ausência do Bem como tal não pode ter valor igual ou superior ao Bem.

A primeira fase do quadro foi iniciada a partir de uma mancha efectuada por Avelina Moniz, coloquei três torres para simbolizar as as 3 partes do Livro da Parte II da “Cidade de Deus” (De Civitate Dei ): as origens da cidade espiritual e a terrena; a história e a evolição das duas cidades e os destinos das duas cidades. No entanto, o resultado não foi satisfatório. Na impossibilidade de criação de nova mancha, as manchas de óleo foram criadas e acrescentadas na metade inferior da tela deixando visível o topo superior  de uma das torres e a mancha original e o respectivo ponto central de luz.